Eu vim não sei para quê,
Eu vou não sei como,
E o durante tem sido cinza;
Esta solidão que insiste em me perseguir,
E o silêncio que barulhento não me deixa ouvir nada;
As histórias já não me consolam,
Minhas histórias são como lendas urbanas;
De forte que me faço,
Só a fraqueza me sustenta;
O olhar é distante,
A fala é quase nula;
O corpo sente-se exausto,
A mente perturbada pelas incertezas;
O durante me leva pouca há pouco ao não sei como
Só sei que vou...
Já que nem sei porque vim... Monica Nunes
