sexta-feira, 16 de abril de 2021

Sobre as máscaras que colocamos nos outros ...

 

Noonoouri - boneca digital criada por Joerg Zuber, um designer gráfico de Munique. Se tornou influencer e tem mais de 374 mil seguidores no Instagram. Apaixonada... Muito linda! rs 
 

Como é difícil para mim evitar conhecer alguém sem criar um personagem para esse alguém....

Associando características e qualidades que EU gostaria de ver em alguém, por um mínimo gesto, muitas vezes apenas feito por conveniência.

Alguns de nós temos o mal hábito de projetar no outro, nossas expectativas, e muito por isso tendemos a nos frustrar.

Desde o dia que me deparei com a frase: “Eu aprendi que não são as pessoas que nos decepcionamos e sim nós que esperamos muito delas”. Refleti muito sobre, olhei para trás e percebi o quanto eu projetava, ainda projeto, nas pessoas o que eu espero delas... e como quaisquer palavras agradáveis me faziam associar a uma qualidade esperada nesse alguém.

Pior, mesmo enxergando e entendendo a frase, me dado conta do meu erro eu continuo neste “vício”... É um piloto automático? Um chamado “zona de conforto”? Uma válvula de escape? Porque continuo a cometer o mesmo erro!

Não há como negar que também é comum, no meu entendimento, pessoas usarem palavras, gestos e ações das quais não são genuínas, são apenas usadas de forma superficial, como forma de aproximação, de se conseguir o que se quer...

Por isso é tão importante ter em mente que as pessoas não são exatamente o que discursam, mas são o que fazem de forma repetida, são o que são em momentos ruins, em situações inesperadas e não programadas. De certa forma, poucos são os que conseguem ser fieis aos seus discursos. Em algum momento nós vamos decepcionar o outro, e não somente ser decepcionado...

Me vi muito reflexiva quanto a essa questão nos últimos meses... minha espontaneidade me atrapalha, minha vontade de ver o ideal no outro também e muito...

Os limites entre o meu e o seu querer/sentir, quando entram em conflito, geram desgastes e interpretações dúbias, confusas e desconectas.

Ainda não me sinto “respondida” quanto até que ponto eu sou responsável por tantas decepções... Qual meu real grau de culpa nisso...

Eu teimo em pensar que as pessoas não buscam ser alguém especial, mas se travestem assim... É a história da máscara... Me pergunto: Se as pessoas entendem que serem como são não vai “atrair” o outro, porque não mudam de verdade? Por que não buscam ser quem elas querem no outro ou mesmo que entendem ser bom e especial?

Eu e minhas n perguntas sem respostas...

E por que me faço tantas perguntas...

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